domingo, 3 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 28 de maio de 2012
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Dia do Professor: Plano de Cargos e Vencimentos melhorou salários pagos pela Prefeitura de Parnaíba
Os professores do município de Parnaíba têm o que comemorar neste 15 de novembro, Dia do Professor. Esta opinião é compartilhada pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação(Sinte) - Regional Parnaíba, Nadja Maria da Silva Araújo; pela vice-presidente estadual do Sinte, Zeneide Machado, e pelo secretário municipal de educação, professor Alcenor Candeira Filho. Os três se referem às conquistas dos professores contidas no Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos dos Trabalhadores em Educação Básica do Município de Parnaíba, que está sendo colocado em prática pelo prefeito José Hamilton Furtado Castelo Branco. O documento foi elaborado por uma força-tarefa formada por integrantes da Prefeitura de Parnaíba e do próprio Sinte, aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito municipal.
Entre as conquistas destacadas pela vice-presidente do Sinte, está a melhoria salarial. Mesmo que os novos valores não atendam totalmente às expectativas da líder sindical ela admite que houve um grande avanço na questão salarial em Parnaíba e lembra que antes do plano o salário médio dos professores era em torno de 800 reais. Embora o menor salário base do professor que trabalha 40h semanais seja atualmente de R$ 1.024,67 e o maior de 2.417,00 Zeneide Machado informou que muitos profissionais estão recebendo mensalmente vencimentos em torno de R$ 1.800,00, R$ 2.000,00, R$ 2.300,00 reais e até mais de 2.800,00, dependendo das vantagens acrescidas ao salário base. Ela ressaltou que a categoria reconhece estes avanços, mas não os considera suficientes, tendo ainda muito que reivindicar. Segundo ela, existe legislação federal que garante uma remuneração ainda melhor aos professores de todo o Brasil.
Na visão do secretário municipal de educação, professor Alcenor Candeira Filho, o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos que está em fase gradativa de implantação já trouxe muitos benefícios aos professores. Ele citou a implantação do piso nacional determinado pelo Ministério da Educação; a criação de novos cargos de agente superior de serviço como bibliotecário, nutricionista, fonoaudiólogo, assistente social, contador e técnico; a estruturação dos cargos de professor em linha horizontal de acesso, num total de cinco; entre outras vantagens institucionalizadas pela nova lei. Alcenor Candeira lembrou que durante o processo de elaboração, aprovação e sanção do Plano de Cargos e Vencimentos, o prefeito José Hamilton demonstrou grande sensibilidade e empenho pela causa da educação.
Os professores da educação infantil do município de Parnaíba foram, segundo Zeneide Machado, os que tiveram maior ganho do ponto de vista comparativo, pois recebiam muito pouco e tiveram seus salários equiparados aos seus colegas que militam no ensino fundamental. “Então, professor da educação infantil teve reajuste de até 200 por cento, pois saíram de uma faixa salarial em torno de R$ 600 reais para outra em torno de R$ 1400 reais”, explicou Zeneide. E, referindo-se ainda à educação municipal, pontuou: “Em Parnaíba não temos mais subclasse”.
Outra vantagem do Plano de Cargos e Vencimentos, destacada por Nadja Araújo, é a volta da gratificação de regência. Por este instrumento, os professores terão a partir de 2011, gratificação de 5% sobre o vencimento básico. Em 2012 este percentual passará para 10% e em 2013 se estabilizará em 20%. “Nós temos, sim, o que comemorar”, constatou Nadja, mas deixou claro que o sindicato continuará exigindo do poder público o cumprimento de todos os compromissos firmados no Plano de Cargos e demais instrumentos legais do setor educacional.
A presidente do Sinte Regional disse ainda que a classe dos professores municipais de Parnaíba estão muito à frente dos seus colegas dos municípios vizinhos em termos de conquistas junto à Prefeitura. “Este plano deu um grande estímulo, sim, porque passamos a ser mais valorizados, mas temos muito o que conquistar”.
Para a vice-presidente estadual, Zeneide Machado, o sucesso do Plano deveu-se, também, à contribuição do vice-prefeito de Parnaíba, Florentino Neto e o envolvimento do secretário Alcenor Candeira Filho.
Texto: F.Carvalho
domingo, 10 de outubro de 2010
www.fcarvalho.com.br: Renato Castelo Branco, um parnaibano que foi cidad...
http://conexaoparnaiba.blogspot.com/2009/08/renato-castelo-branco-um-parnaibano-que.html?spref=bl: "Foto: site uma coisa e outra O parnaibanos e piauienses perdem muito por não conhecerem a biografia e a obra de Renato Castelo Branco, publi..."
Crônica do celular
F.Carvalho
A velocidade com que a tecnologia avança em todas as direções nos deixa perplexos ao tempo em que lança no passado ares de romantismo, saudosismo, doces e amargas melancolias. Em alguns casos faz das remotas, mas festejadas, descobertas coisas no mínimo risíveis. Se duvidas, que tal saíres por aí com um modelo de celular lançado no inicio da década de 90, quando este prodígio chegou por estas bandas do Delta! Alguns beiravam os quinhentos gramas e não eram nada discretos no tamanho. Falar ao celular no meio da rua, naquela época, era logo motivo para ser apontado como pessoa exibida, metida a besta. O contrário de hoje em que falar ao celular tornou-se algo tão necessário quanto corriqueiro.
Ter celular já foi sinônimo de status. Os usuários de celular foram, a princípio, pessoas que andavam a bordo de carangas luxuosas ou, no mínimo, de motos sofisticadas. Ostentar um celular combinava com clubes do high society, com gente que andava de lanchas e jetskys, fumava charutos caros ou, no mínimo tinha um emprego com salário a partir de cinco dígitos. É. Já foi assim.
Depois este objeto começou a descer a pirâmide social, se tornando acessível aos menos endinheirados mas que tivessem um pouco de sonho e ousadia. Mas ainda não chegava a ser um gênero de primeira necessidade, nem tampouco popular. Hoje é que o aparelho poder ser conseguido de brinde.
Lembro que quando comprei meu primeiro desses aparelhos, me senti um exemplo de brasileiro incluído socialmente, pois já podia passear com a namorada, que hoje é minha esposa, ostentando um tijolão da Motorola, algumas vezes conectado ao carregador de bateria com seu grosso fio em espiral ligado no acendedor de cigarros do Del Rey. Era “pode” de chique.
Naquela época um humilde, porém ousado trabalhador de Parnaíba, saiu de casa na sua bicicletinha disposto a escandalizar. Quer dizer, a telefonar. Entrou na única loja da cidade que vendida o cobiçado aparelho e mandou descer um da prateleira, para desânimo e descrédito do funcionário do local. Mas surpreendeu-se: aquele homem de traços rudes e mãos calejadas tinha o nome limpo na praça e, no bolso, o dinheiro suficiente para a entrada. Saiu de lá com uma caixa de aproximadamente 25 centímetros de comprimento, oito de altura e de largura. Amarrou-a com ligas na garupa da velha bicicleta barra circular e rumou acelerado para o prédio da Telepisa, extinta estatal do Piauí responsável pela habilitação e oferecimento dos serviços de telefonia celular.
O escândalo foi maior quando o dito pedreiro irrompeu o trânsito intenso da Praça da Graça, pedalando lépido por entre carros e motos, com o telefone colado ao ouvido e falando alegremente, sem dar trela aos curiosos.
- Alôôô! To na Praça da Graça, disse ele ao telefone em voz alta e sem modéstia.
O homem que passava na calçada achou o diálogo estranho e olhou para trás, assustando-se. Prosseguiu, caminhando de costas, e quase se chocou com um poste. O que ele pensou nunca se soube. Mas a cara era de espanto. A novidade não era o celular. Mas ver uma pessoa de bicicleta falando ao celular era algo inusitado. Uma mulher que esperava uma oportunidade para atravessar a rua, puxou a camisa do marido e apontou para o ciclista falante.
- Ele ficou doido?
- Está falando num telefone celular! Acudiu o marido, atônito.
- Ora mais! De bicicleta e falando ao celular! Isso não combina.
Mas quem pôde ouvir o restante da conversa do animado ciclista foi um taxista que fazia ponto em frente à Caixa Econômica.
- O Que...? Rebocar a parede? Sim, eu vou amanhã cedo. Pode deixar.
E seguiu abrindo caminho, causando murmúrios, atraindo acenos e meneios de cabeça pelas ruas apertadas do centro comercial.
Esta cena não tem muito tempo. Pouco menos de vinte anos e o mundo já se transformou tanto que, hoje em dia, uma criança quando aprende a pronunciar mamãe já é premiada com um celular, equipado de câmera, bluetooth, mp3, rádio FM, internet... E isto promete ser penas o começo. Outros modelos já são tão sofisticados que deixam de ser um celular para ser um palm top que tem o celular como um dos seus muitos aplicativos.
Se vivi todas estas mudanças é porque estou ficando velho. E isso é mau. Mas também é bom. Pelo menos para quem não fica grilado com os estragos causados pela gravidade.
Mas, agora a expressão que está na moda é portabilidade numérica. E o melhor é que não precisa nem explicar.
Ter celular já foi sinônimo de status. Os usuários de celular foram, a princípio, pessoas que andavam a bordo de carangas luxuosas ou, no mínimo, de motos sofisticadas. Ostentar um celular combinava com clubes do high society, com gente que andava de lanchas e jetskys, fumava charutos caros ou, no mínimo tinha um emprego com salário a partir de cinco dígitos. É. Já foi assim.
Depois este objeto começou a descer a pirâmide social, se tornando acessível aos menos endinheirados mas que tivessem um pouco de sonho e ousadia. Mas ainda não chegava a ser um gênero de primeira necessidade, nem tampouco popular. Hoje é que o aparelho poder ser conseguido de brinde.
Lembro que quando comprei meu primeiro desses aparelhos, me senti um exemplo de brasileiro incluído socialmente, pois já podia passear com a namorada, que hoje é minha esposa, ostentando um tijolão da Motorola, algumas vezes conectado ao carregador de bateria com seu grosso fio em espiral ligado no acendedor de cigarros do Del Rey. Era “pode” de chique.
Naquela época um humilde, porém ousado trabalhador de Parnaíba, saiu de casa na sua bicicletinha disposto a escandalizar. Quer dizer, a telefonar. Entrou na única loja da cidade que vendida o cobiçado aparelho e mandou descer um da prateleira, para desânimo e descrédito do funcionário do local. Mas surpreendeu-se: aquele homem de traços rudes e mãos calejadas tinha o nome limpo na praça e, no bolso, o dinheiro suficiente para a entrada. Saiu de lá com uma caixa de aproximadamente 25 centímetros de comprimento, oito de altura e de largura. Amarrou-a com ligas na garupa da velha bicicleta barra circular e rumou acelerado para o prédio da Telepisa, extinta estatal do Piauí responsável pela habilitação e oferecimento dos serviços de telefonia celular.
O escândalo foi maior quando o dito pedreiro irrompeu o trânsito intenso da Praça da Graça, pedalando lépido por entre carros e motos, com o telefone colado ao ouvido e falando alegremente, sem dar trela aos curiosos.
- Alôôô! To na Praça da Graça, disse ele ao telefone em voz alta e sem modéstia.
O homem que passava na calçada achou o diálogo estranho e olhou para trás, assustando-se. Prosseguiu, caminhando de costas, e quase se chocou com um poste. O que ele pensou nunca se soube. Mas a cara era de espanto. A novidade não era o celular. Mas ver uma pessoa de bicicleta falando ao celular era algo inusitado. Uma mulher que esperava uma oportunidade para atravessar a rua, puxou a camisa do marido e apontou para o ciclista falante.
- Ele ficou doido?
- Está falando num telefone celular! Acudiu o marido, atônito.
- Ora mais! De bicicleta e falando ao celular! Isso não combina.
Mas quem pôde ouvir o restante da conversa do animado ciclista foi um taxista que fazia ponto em frente à Caixa Econômica.
- O Que...? Rebocar a parede? Sim, eu vou amanhã cedo. Pode deixar.
E seguiu abrindo caminho, causando murmúrios, atraindo acenos e meneios de cabeça pelas ruas apertadas do centro comercial.
Esta cena não tem muito tempo. Pouco menos de vinte anos e o mundo já se transformou tanto que, hoje em dia, uma criança quando aprende a pronunciar mamãe já é premiada com um celular, equipado de câmera, bluetooth, mp3, rádio FM, internet... E isto promete ser penas o começo. Outros modelos já são tão sofisticados que deixam de ser um celular para ser um palm top que tem o celular como um dos seus muitos aplicativos.
Se vivi todas estas mudanças é porque estou ficando velho. E isso é mau. Mas também é bom. Pelo menos para quem não fica grilado com os estragos causados pela gravidade.
Mas, agora a expressão que está na moda é portabilidade numérica. E o melhor é que não precisa nem explicar.
(Texto: F.Carvalho)
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